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História do Coquetel

História do Coquetel

  • 9, out 2016

Sua origem é bastante remota. Na Grécia Antiga, se misturava, ao vinho, desde água do mar a mel de abelhas ou mesmo vinagres para dissolver e abrandar seu gosto, tendo, assim, um cocktail. A exemplo do Irish Coffee, que, quando surgiu, nada mais era que álcool de centeio e água quente servidos aos marinheiros do capitão “Grog”, da marinha britânica. Na Idade Média, durante as festas de Natal, se misturavam sucos de frutas e passas e frutas secas aos destilados, acompanhados sempre de Vinhos, espumantes ou não, pois estes eram muito fortes, com graduação alcoólica de 60 a 80 graus.

Naturalmente, a coisa foi evoluindo das primitivas misturas paracombinações mais elaboradas e atraentes. Como em quase todos os conhecimentos adquiridos pela humanidade, a habilidade em se produzir coquetéis deu-se empiricamente, com o acumulo gradual de experiências, passando da mistura aleatória de bebidas para uma prática sistemática de produção, de manifestação reconhecida de talento e criatividade. Desta forma, não o surgimento, como defendem alguns estudiosos do assunto, mas sim a consolidação e o amadurecimento da habilidade técnica na manipulação e na combinação de bebidas aconteceu na Inglaterra em meados do século XIX. Em seguida, alastrou-se pelo resto da Europa.

Entretanto, foram os americanos que realmente popularizaram e consagraram o cocktail, principalmente a partir da década de 1920, ironicamente durante a vigência da lei seca nos Estados Unidos. Era um meio de se amenizar o terrível gosto das bebidas fabricadas ilegalmente e também uma forma disfarçada de se beber sem chamar a atenção das autoridades. Foi o caso por exemplo, do Bloody Mary.